sábado, 24/10/2026

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Museu do RS recebe doação de carta antiga e documentos de militar da Guerra do Paraguai

Uma importante doação acaba de enriquecer o acervo do Museu de História Julio de Castilhos, em Porto Alegre. Cerca de 3 mil documentos que pertenciam ao general gaúcho Hipólito Pinto Ribeiro, figura central da…

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Uma importante doação acaba de enriquecer o acervo do Museu de História Julio de Castilhos, em Porto Alegre. Cerca de 3 mil documentos que pertenciam ao general gaúcho Hipólito Pinto Ribeiro, figura central da Guerra do Paraguai, foram entregues ao museu pela sua tataraneta, Júlia Ribeiro, que reside no Rio de Janeiro.

Entre os tesouros históricos está uma carta tocante que o general escreveu para sua esposa, Emília, durante os intensos combates da guerra. Essa correspondência oferece um vislumbre das dificuldades enfrentadas na linha de frente, além de revelar o lado humano de um dos líderes militares mais destacados do Brasil na época.

O transporte dos documentos foi realizado de forma cuidadosa, com 18 caixas sendo levadas para o Rio Grande do Sul acompanhadas por profissionais especializados. A diretora do museu, Doris Couto, destacou a importância do material e informou que ele passará por um processo de conservação. “Vamos tratar o acervo com zelo, realizando a higienização, digitalização e organização para que possa ser acessado por todos, cumprindo sua função social e científica”, afirmou.

O trabalho de organização está previsto para durar cerca de quatro meses, após o qual os documentos estarão disponíveis na plataforma virtual Tainacan, acessível a pesquisadores e ao público em geral. Essa coleção se juntará a uma espada histórica do general, já conservada pelo museu, que traz uma inscrição em homenagem ao militar.

Hipólito Pinto Ribeiro, nascido em 1824 em Canguçu, no sul do estado, teve uma trajetória militar marcante. Desde jovem, ele se destacou em batalhas, participando da Guerra dos Farrapos e, mais tarde, da Guerra do Paraguai, onde conquistou o posto de brigadeiro honorário. Faleceu em 1904, e seu corpo foi sepultado em um mausoléu construído por sua esposa em São Gabriel, perpetuando assim a memória de um dos grandes nomes do nosso passado militar.