A situação das inundações no Rio Grande do Sul é preocupante, especialmente com a recente atualização do Atlas de Risco a Inundações, divulgado pela Agência Nacional de Águas (ANA). Com 346 municípios em alerta, o estado se destaca, liderando o ranking na Região Sul do Brasil. Essa informação chega em um momento crítico, já que Uruguaiana, na Fronteira Oeste, enfrenta uma nova cheia do rio Uruguai, que ultrapassou a cota de inundação de 8,5 metros na madrugada de quinta-feira (29).
Atualmente, 217 pessoas estão fora de suas casas, abrigadas em locais seguros, como casas de parentes e abrigos temporários. A Defesa Civil emitiu um alerta vermelho, indicando risco muito alto para a cidade, que permanece em vigor até as 6h20 do dia 30 de setembro. Para muitos moradores, o sofrimento se arrasta desde o início do mês, quando as primeiras evacuações aconteceram.
O estudo da ANA revelou que, somando os três estados do Sul, há 878 municípios em risco de inundações, sendo que 319 estão na categoria de alto risco. Embora o Rio Grande do Sul tenha o maior número absoluto de cidades afetadas, Santa Catarina apresenta a maior proporção, com 90,2% de seus municípios ameaçados. No território gaúcho, quase 70% das cidades estão sob ameaça, incluindo Porto Alegre, onde 43 municípios estão em risco muito alto.
A pesquisa identificou os locais mais críticos, concentrados nas bacias dos rios Taquari-Antas, Rio dos Sinos, Baixo Jacuí e Rio Caí. Além dos municípios em situação alarmante, a análise também classificou 82 cidades com risco alto, 108 com risco médio e 113 com risco baixo. Os dados foram coletados a partir de registros de inundações e enxurradas entre 1991 e 2024, com o último relatório similar tendo sido publicado em 2014.
Enquanto isso, a Defesa Civil recomenda que os moradores evitem áreas propensas a inundações e, em caso de emergência, entrem em contato pelos números 190 ou 193. A situação em Uruguaiana é um lembrete de que o problema das cheias não é novo, e a comunidade precisa estar preparada para enfrentar esses desafios, especialmente durante o mês de outubro, que historicamente traz novas ameaças.



