Após quase dez anos de inatividade na construção de navios, o Estaleiro Rio Grande voltou a dar vida a embarcações em sua sede, localizada no Sul do Rio Grande do Sul. A iniciativa, que já conta com quatro navios do modelo Handymax encomendados pela Transpetro, promete revitalizar não apenas a infraestrutura local, mas também a economia da região.
A última construção no estaleiro data de 2016, quando uma crise no setor naval fez com que as atividades fossem interrompidas. Agora, a retomada foi celebrada com a cerimônia de batimento da quilha, um momento simbólico e crucial na construção naval. Robson Passos, CEO da Ecovix, comentou sobre o progresso atual, destacando que os esforços estão voltados para a montagem da estrutura inferior das embarcações. “Estamos focados na construção do bloco de fundo do navio, uma parte essencial que fica abaixo dos tanques de lastro”, explicou.
Passos também ressaltou a importância dessa reabertura para a comunidade local, afirmando que o funcionamento do estaleiro traz satisfação não apenas para a empresa, mas para todos os moradores, especialmente em tempos de necessidade de geração de empregos. Neste início, já são 500 novos postos de trabalho, e a expectativa é que esse número atinja 1,7 mil até 2027.
Entre os novos colaboradores, destaca-se Andréia Xavier Chrysostomo, uma jatista naval que enxerga oportunidades crescentes para as mulheres na indústria. “Espero que cada vez mais mulheres possam se qualificar e contribuir com a força de trabalho no setor”, afirmou ela, mostrando otimismo em relação ao futuro.
Jones Soares, diretor de transporte marítimo da Transpetro, falou sobre a relevância dessas novas embarcações para a empresa e para a indústria naval brasileira, que enfrenta desafios geopolíticos e flutuações de frete. “Essa construção é parte de uma estratégia maior para fortalecer a Petrobras e a indústria naval, que é crucial para o Brasil”, destacou.
Além dos quatro navios sob construção, o Estaleiro Rio Grande está comprometido com a montagem de outros nove, ampliando suas operações. Robson Passos concluiu enfatizando que cada nova encomenda gera um impacto positivo na cidade, reafirmando o papel de Rio Grande como um polo de construção naval no Brasil.
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