segunda-feira, 19/10/2026

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Frases a evitar ao apoiar uma paciente com câncer de mama, segundo psicóloga local

Quando uma mulher enfrenta o desafio de um câncer de mama, o apoio de amigos e familiares pode ser essencial, mas nem sempre as palavras escolhidas ajudam. Frases como “vai passar”, “seja forte” ou…

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Quando uma mulher enfrenta o desafio de um câncer de mama, o apoio de amigos e familiares pode ser essencial, mas nem sempre as palavras escolhidas ajudam. Frases como “vai passar”, “seja forte” ou “seu cabelo vai crescer de novo” são frequentemente ditas com a melhor das intenções, mas podem acabar minimizando a dor e a complexidade das emoções que a paciente vive. É preciso lembrar que sentimentos como medo, raiva e tristeza são reações naturais a um diagnóstico tão impactante.

A psico-oncologista Monica Echeverria de Oliveira, que conversou com a RBS TV, enfatiza que o apoio emocional deve começar pela escuta atenta, sem a necessidade de tentar apagar a dor do outro. “Muitas vezes, o que precisamos é simplesmente estar presentes e ouvir”, afirma. Essa abordagem é fundamental, já que muitas pacientes relatam se sentir incompreendidas quando ouvindo comparações ou quando suas preocupações, como a perda do cabelo, são minimizadas.

A experiência de Liliana Cardoso, que passou por quimioterapia, ilustra bem essa questão. “A perda do cabelo foi um golpe muito forte na minha identidade”, conta. Para ela, a simples afirmação de que “cabelo cresce de novo” não considera a profundidade da transformação que a paciente enfrenta. “Cada um sente de um jeito, e é difícil lidar com essas mudanças abruptas no corpo”, reflete.

O dia 19 de outubro, que marca o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama, serve como um lembrete sobre a importância de como nos comunicamos com quem está em tratamento. Evitar frases que invalidam a experiência da paciente é crucial. Comentários como “isso vai passar” ou comparações com outras histórias podem gerar mais sofrimento do que conforto. A especialista também ressalta que a expectativa de que a mulher esteja sempre forte ou positiva pode ser opressora.

Em vez de tentar oferecer soluções rápidas, o que realmente faz a diferença é uma presença solidária. Um simples “estou aqui” pode ser mais reconfortante do que discursos motivacionais elaborados. A dentista Daniela Giacobbo, que também enfrentou o câncer de mama, compartilha que o suporte emocional e prático durante o tratamento foi fundamental. “Não precisamos passar por isso sozinhas. O apoio dos outros é essencial”, afirma.

A necessidade de apoio varia de pessoa para pessoa, por isso é importante perguntar como ajudar, respeitar os limites da paciente e estar disposto a ouvir. Essa conexão genuína pode fazer toda a diferença no processo de enfrentamento da doença.