Em Santana do Livramento, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, a situação é preocupante para 150 alunos que ainda estão sem aulas após um episódio de grande impacto. No dia 8 de outubro, uma torre de telefonia desabou sobre uma escola na localidade de Ibicuí da Armada, durante um forte temporal que atingiu a região com ventos de 90 km/h.
A previsão inicial era que as atividades escolares fossem retomadas nesta terça-feira, dia 20, mas o prazo se esgotou sem que as aulas fossem normalizadas. O acesso à escola, que está situada a cerca de 50 km do centro da cidade, é feito por uma estrada de chão batido e, apesar de não haver feridos, a torre ainda permanece sobre o telhado, impedindo o retorno das atividades.
A 19ª Coordenadoria Regional de Educação informou que o retorno das aulas depende de uma vistoria técnica de segurança, que só pode ser realizada após a remoção da torre, tarefa que cabe à Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul (Procergs). Até o momento, não há uma data definida para essa retirada, o que gerou insegurança e ansiedade entre os pais dos alunos.
A dona de casa Luciana Shardosin, mãe de um estudante, expressou sua preocupação com a situação. “Os alunos estão prejudicados. Provavelmente, terão que estender o ano letivo até janeiro, pois os professores não conseguem nem enviar trabalhos, já que estão sem internet e sem previsão de volta às aulas”, lamenta.
Marli de Souza, que representa a comunidade escolar, também compartilhou sua frustração. “Já se passaram 10 dias do temporal e a torre ainda está em cima da nossa escola. Não temos nenhuma perspectiva de quando ela será retirada e as aulas poderão voltar. O Enem está se aproximando e as crianças precisam se preparar, mas sem aulas isso se torna impossível”, destaca.
Dentre os alunos afetados, 130 pertencem à rede estadual e 20 à rede municipal. A Secretaria Estadual de Educação se comprometeu a recuperar as aulas perdidas, enquanto a direção da escola busca alternativas para que os estudantes possam retomar os estudos, incluindo a possibilidade de utilizar outros espaços da comunidade, o que exigiria ajustes no transporte escolar. Já a Secretaria Municipal de Educação conseguiu transferir os 20 alunos da rede municipal para outra escola e readequou o transporte para esse grupo.
Além dos problemas enfrentados pela escola, o temporal do dia 8 de outubro causou danos significativos na região, derrubando postes e danificando telhados de pelo menos 20 casas, que também sofreram com a queda de árvores. A comunidade aguarda com ansiedade uma solução para essa situação que afeta tanto o aprendizado das crianças.


