A inquietante experiência de uma mãe em Porto Alegre gerou preocupações sobre a segurança de brinquedos infantis. Na última quinta-feira (15), sua filha de apenas 4 anos ouviu uma voz de homem saindo de um walkie-talkie de brinquedo, o que deixou a família alarmada. Embora a menina já tivesse escutado algumas falas aleatórias anteriormente, essa comunicação foi diferente e muito mais clara.
A mulher, que preferiu não ser identificada, relatou que o episódio ocorreu à noite e que, após ouvir a voz, decidiu registrar um boletim de ocorrência na manhã seguinte. Para preservar a evidência, guardou o brinquedo sem pilhas, temendo que aquilo pudesse representar um risco maior. “Ela ficou assustada, porque nunca tinha ouvido nada assim antes. A situação foi realmente perturbadora,” explicou a mãe.
Durante a interação que gerou o vídeo, a voz masculina questionou a menina: “Tu sabe com quem tá falando?” e, em seguida, uma resposta infantil de “papai” foi ouvida, antes de um aviso ameaçador: “não, você está falando com o lobo cinzento.” A mãe, ao ouvir isso, interveio e perguntou quem estava do outro lado, recebendo a resposta de que era “o lobo cinzento que vai pegar o teu filho.”
A empresária expressou sua preocupação não apenas com o conteúdo da mensagem, mas também com o alcance do walkie-talkie, que, segundo o manual, pode chegar até 500 metros. “O que mais me assusta é a possibilidade de que isso tenha vindo de alguém próximo, talvez de dentro do prédio. É aterrorizante saber que alguém poderia estar ouvindo o que acontece dentro da nossa casa,” desabafou.
Outro ponto que deixou a mãe intrigada foi a possibilidade de o aparelho captar sons do ambiente mesmo quando desligado. Ela mencionou que o walkie-talkie parecia responder a conversas que estavam ocorrendo na casa, o que levantou questões sobre a segurança do brinquedo. O modelo em questão é o Walkie Talkie Guerreiras do K-Pop, fabricado pela Candide Brinquedos. Até o momento, a empresa não se manifestou sobre o caso ou se o aparelho pode realmente transmitir sons sem o botão de fala pressionado.
Esta situação inusitada não apenas gerou receios para a família, mas também destaca a importância de se discutir a segurança de brinquedos e a necessidade de uma maior fiscalização sobre os produtos voltados para o público infantil. A mãe da menina, ainda em estado de choque, aguarda uma resposta das autoridades e do fabricante, enquanto mantém o brinquedo guardado, temendo por sua segurança e a de sua filha.



