quinta-feira, 22/10/2026

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Descobertas revelam 16 vítimas de ‘médico’ falso no Norte do Rio Grande do Sul

A Polícia Civil de Frederico Westphalen, localizada no Norte do Rio Grande do Sul, finalizou a investigação de um homem que se apresentava como médico sem a devida autorização. O inquérito resultou no indiciamento…

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A Polícia Civil de Frederico Westphalen, localizada no Norte do Rio Grande do Sul, finalizou a investigação de um homem que se apresentava como médico sem a devida autorização. O inquérito resultou no indiciamento dele por crimes como exercício ilegal da medicina, lesão corporal e falsidade documental.

A apuração começou em 6 de janeiro, após denúncias de profissionais de saúde e órgãos de fiscalização. A equipe investigativa ouviu pacientes, médicos e funcionários, além de examinar documentos e dados de dispositivos eletrônicos. Ao todo, 16 vítimas foram identificadas, e foram cumpridos mandados de busca que resultaram na apreensão de equipamentos e documentos relacionados à prática ilegal.

O suspeito, Ademar Correa, operava uma clínica no centro da cidade e realizava consultas, diagnósticos e até solicitações de exames, tudo sem a habilitação necessária. A polícia também descobriu que ele utilizava dados de médicos legitimamente registrados para realizar suas atividades fraudulentas.

O delegado Jacson Boni destacou a gravidade da situação, informando que o investigado enganava pacientes, levando-os a acreditar que estavam sendo atendidos por um médico de verdade. “Ele prescrevia medicamentos e realizava diagnósticos. Há casos em que pacientes chegaram a sofrer complicações por conta de tratamentos inadequados que ele prescreveu”, relatou Boni.

Dentre os relatos, um paciente teve um agravamento em uma lesão cutânea após seguir o tratamento indicado por Correa. A investigação também revelou documentos falsificados, como receituários e laudos laboratoriais, que não foram emitidos pelos laboratórios correspondentes.

Por conta da seriedade das ações do suspeito, a Polícia Civil solicitou à Justiça uma medida cautelar que proíbe Correa de continuar a atuar na área da saúde. O Conselho Regional de Medicina do Estado também se manifestou, informando que irá ajuizar uma ação civil pública contra o responsável pela clínica.

Vale lembrar que o indiciamento não implica uma condenação, sendo o Ministério Público o responsável por avaliar as acusações, enquanto o Poder Judiciário decidirá sobre o caso.

Crédito da imagem: Divulgação/Polícia Civil