quinta-feira, 22/10/2026

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Casal é detido em hotel no RS; mulher era procurada pela Interpol por homicídio e companheiro tem vínculos com facção criminosa

Na tarde da última quinta-feira (22), um casal procurado pela Justiça foi detido em um hotel em Santo Antônio da Patrulha, localizado a cerca de 90 quilômetros de Porto Alegre. Paula Caroline Rodrigues Lopes,…

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Na tarde da última quinta-feira (22), um casal procurado pela Justiça foi detido em um hotel em Santo Antônio da Patrulha, localizado a cerca de 90 quilômetros de Porto Alegre. Paula Caroline Rodrigues Lopes, de 31 anos, estava na lista vermelha da Interpol, enquanto seu parceiro, Letier Ademir Silva Lopes, é vinculado a uma das facções criminosas mais conhecidas do estado e também tinha um histórico de condenações.

A condenação de Paula é grave: 26 anos e oito meses de prisão pelo assassinato do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, ocorrido em julho de 2015, em Canoas. O crime chocou a Região Metropolitana de Porto Alegre e deixou a comunidade em estado de alerta. O fotógrafo, de apenas 22 anos, foi atraído para uma emboscada e morto com 19 tiros.

Segundo as investigações, Paula teve um papel central no crime, pois teria marcado um encontro com a vítima, enquanto mantinha um relacionamento paralelo com Juliano Biron da Silva, coautor do assassinato, que já foi condenado a 20 anos e oito meses de prisão. O caso levantou questões sobre as motivações por trás do ato brutal, que incluíram razões consideradas torpes e cruéis.

A abordagem do casal aconteceu no Hotel Ecoville, onde estavam hospedados. As autoridades prenderam Paula e Letier por volta das 14h, antes de deixarem o local. A prisão de Paula foi resultado de um mandado expedido pela 1ª Vara Criminal Especializada em Júri de Canoas, que buscava sua detenção devido à condenação por homicídio qualificado.

Após a detenção, o casal foi encaminhado para os trâmites legais e permanece à disposição da Justiça. A reportagem tentou contato com a defesa deles, mas ainda não obteve retorno. O caso, que já havia passado por um julgamento em 2023, onde Paula foi inicialmente absolvida, teve um desfecho diferente em um segundo júri, realizado em março de 2026, quando a condenação foi reafirmada.

Esse episódio ressalta a complexidade das relações e os desdobramentos que podem levar a crimes tão impactantes, além de reforçar a importância da atuação das autoridades na busca por justiça em casos de violência tão grave. A história de Paula e Letier é um lembrete sombrio das consequências de escolhas que podem levar à tragédia.