A tarde desta quarta-feira (28) foi marcada pela tristeza em Porto Alegre com a notícia da morte de Adroaldo Guerra Filho, conhecido como Guerrinha, aos 70 anos. O comentarista esportivo, que se tornou uma figura emblemática na comunicação gaúcha, deixa um legado repleto de humor e carisma, tanto nas ondas do rádio quanto nas telas da televisão.
Natural de uma família de comunicadores, Guerrinha iniciou sua trajetória no jornalismo cobrindo corridas de cavalo, mas rapidamente se destacou no futebol, especialmente na cobertura do Internacional, seu time do coração. Ele começou na Rádio Gaúcha em 1999, ao lado do ex-jogador Paulo Roberto Falcão, e logo conquistou o público com sua maneira única de se expressar, que gerou uma série de frases memoráveis que viraram memes nas redes sociais.
Recentemente, o comentarista lançou o livro “As Mortas do Guerrinha”, que reúne mais de 250 de suas frases icônicas, compiladas pelo publicitário Pedro Carvalho Baldi. Entre elas, expressões como “não dá pra servir farofa em restaurante com ventilador de teto” e “dormindo no gelo e acordando suado” se tornaram parte do vocabulário popular entre torcedores de diferentes clubes, ampliando sua influência para além das transmissões esportivas.
Internado no Instituto de Cardiologia para tratar uma infecção pulmonar, Guerrinha faleceu em decorrência de complicações de saúde. Sua morte deixa um vazio não apenas entre os colegas de trabalho, mas também entre os ouvintes e fãs que acompanharam sua carreira ao longo de décadas. Ele deixa sua esposa Kátia, as filhas Michelle e Karine, e três netos, que certamente sentirão sua falta.
A cerimônia de despedida do comentarista será realizada no Crematório Metropolitano, em Porto Alegre, das 14h às 19h. O Grupo RBS, onde Guerrinha consolidou sua carreira, emitiu uma nota lamentando a perda de um dos mais queridos comentaristas do estado, ressaltando seu bom humor e a contribuição valiosa que ele deixou para o jornalismo esportivo.



