As eleições de 2026 trouxeram novos rostos e algumas caras conhecidas para a política gaúcha, com a escolha de 55 deputados estaduais e 31 deputados federais. No entanto, a permanência desses parlamentares nas suas cadeiras não é garantida durante todo o mandato, que vai até 2030. A possibilidade de licenças por motivos de saúde, compromissos pessoais ou até mesmo a cassação de mandatos pode abrir espaço para os suplentes. E, como a história já mostrou, novos governos frequentemente realizam convocações de deputados para assumir cargos no Executivo.
Exemplos não faltam. Paulo Pimenta, deputado federal pelo PT, deixou sua vaga para se tornar ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social e também da Secretaria Extraordinária da Reconstrução Gaúcha no terceiro governo de Lula. Com a sua saída, Reginete Bispo, primeira suplente da federação PT/PCdoB/PV, assumiu seu lugar. Durante o governo de Eduardo Leite, pelo menos dez deputados eleitos em 2022 foram chamados para ocupar secretarias no Palácio Piratini.
Futuro secretário de Defesa Civil, o capitão Martim, reeleito pelo Republicanos, também se prepara para deixar a Assembleia Legislativa, o que deverá abrir espaço para Eliana Bayer, primeira suplente do partido. Luciano Zucco, que já anunciou sua equipe de secretários, pode seguir essa mesma tendência de convocar parlamentares para integrar seu governo.
Mas como funciona a questão dos suplentes? A Justiça Eleitoral determina quantos votos são necessários para eleger um deputado, conhecido como quociente eleitoral. A partir daí, os votos de cada partido são divididos pelo quociente, resultando no quociente partidário, que define quantas cadeiras cada legenda vai ocupar. Os suplentes são, então, os candidatos mais votados que não conseguiram uma cadeira, garantindo que a representação popular se mantenha mesmo com eventuais ausências.
Para quem deseja acompanhar de perto a nova configuração da Assembleia Legislativa e da Câmara dos Deputados do Rio Grande do Sul, o g1 traz uma lista completa dos eleitos e seus respectivos suplentes, reforçando a importância da participação política e da continuidade no processo democrático.
Crédito da imagem: Assembleia Legislativa do RS e Câmara dos Deputados


