sábado, 31/10/2026

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Seis meses após acidente aéreo no RS, restaurante afetado não reabrirá e apuração continua sem desfecho

Um trágico acidente aéreo ocorrido em abril de 2026 continua a deixar marcas profundas na comunidade de Capão da Canoa, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Um avião monomotor caiu sobre um…

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Um trágico acidente aéreo ocorrido em abril de 2026 continua a deixar marcas profundas na comunidade de Capão da Canoa, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Um avião monomotor caiu sobre um restaurante que estava em reforma, resultando na morte de quatro pessoas a bordo, incluindo um casal de empresários conhecidos na região.

As vítimas foram identificadas como Déborah Belanda Ortolani, Luis Antonio Ortolani, Renan Saes e o piloto Nelio Pessanha. O impacto da aeronave gerou uma explosão devastadora, destruindo completamente o restaurante. Por sorte, o local estava vazio no momento da tragédia, evitando ferimentos em pessoas que poderiam estar presentes.

Douglas Roos, proprietário do restaurante, decidiu encerrar suas atividades após o acidente, revelando que a situação foi traumatizante para sua família. “O seguro não foi pago e estamos lutando na Justiça. Além disso, foi um choque emocional muito grande”, desabafa. Apesar da dor, ele destaca a sorte de não ter havido vítimas em solo: “Foi uma providência divina”, afirma.

A investigação sobre o acidente ainda está em andamento. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) está analisando as causas da queda, que foi classificada como uma perda de controle em voo. A agência, no entanto, ressalta que o objetivo das investigações é prevenir futuros acidentes, e não atribuir culpas.

O avião, que partiu de Itápolis, São Paulo, e fez uma parada em Forquilhinha, estava em conformidade com as normas de segurança, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A tragédia marcou não apenas a vida dos familiares das vítimas, mas também a toda a comunidade local, que relembra com tristeza os momentos de dor e perda.

Déborah e Luis, que eram conhecidos por organizarem feiras comerciais na área têxtil, deixaram um legado que seus filhos pretendem dar continuidade. A memória do casal é mantida viva por aqueles que os conheceram e valorizam o impacto que tiveram no setor. As investigações continuam, e a esperança é de que lições possam ser aprendidas para garantir a segurança de todos no futuro.