O temporal que varreu o Rio Grande do Sul entre terça e quarta-feira deixou um rastro de destruição, afetando mais de 300 pessoas, que agora enfrentam a difícil realidade de estar fora de suas casas. Entre elas, o agricultor Jonas Zoia e sua esposa, Anaísa Rambo, que viram sua moradia em Tuparendi ser completamente devastada. “Meu esposo olhou pela janela e disse: ‘se foi a nossa casa’”, relembra Anaísa, em meio à dor da perda.
A Defesa Civil do estado informou que as chuvas causaram ferimentos em 25 pessoas e um desaparecido, afetando mais de 49 mil cidadãos em 116 municípios. Os efeitos do clima extremo foram evidentes: vendavais, granizo e enchentes se tornaram comuns, deixando um rastro de destruição em sua passagem.
Entre os feridos, a cidade de Nova Prata registrou a maioria dos casos, com 15 pessoas atingidas. Outras localidades, como Rodeio Bonito e Espumoso, também contabilizaram feridos, totalizando um cenário alarmante de desastres. Além disso, 235 pessoas estão desalojadas e 93 desabrigadas, conforme os levantamentos mais recentes.
Jonas e Anaísa não estavam em casa quando o vento forte atingiu a região. Eles se refugiaram na residência da mãe de Anaísa, a cerca de 200 metros de distância, e, felizmente, não sofreram ferimentos. Ao retornarem, porém, encontraram apenas duas paredes restantes do que antes era seu lar. “A cena foi de desespero, uma verdadeira cena de filme de terror”, desabafa Anaísa.
Apesar da tragédia, Jonas se mostra determinado a reconstruir a casa. “Com certeza, vamos reconstruir, vamos fazer toda ela”, afirma, ressaltando o apoio que a família tem recebido de amigos e parentes. A casa, onde viveram por três anos, já havia sido alvo de tempestades anteriores, mas a atual situação é considerada perda total. “A gente reforçou o telhado, tudo, mas agora foi perda total”, conclui Anaísa, refletindo sobre a fragilidade da vida e a força para recomeçar.



