A Praia do Cassino, em Rio Grande, se tornou o cenário de um momento especial para a fauna marinha local. Uma filhote de elefante-marinho-do-sul, que veio ao mundo no dia 7 de outubro, está agora se preparando para encarar o vasto oceano. Após passar cerca de 20 dias sob os cuidados da mãe, a pequena elefante-marinho agora explora a areia sozinha, atraindo a atenção de moradores e turistas curiosos.
O nascimento ocorreu na faixa de areia escolhida pela mãe, onde ambas mantiveram uma proximidade essencial durante as primeiras semanas. A mãe, atenta, garantiu que a filhote se alimentasse e se preparasse para a vida fora do aconchego materno. Desde a separação, a jovem elefante já foi vista em diversos pontos da praia, despertando o interesse de quem passa por ali.
“Ficamos sabendo pelo Instagram que ela estava mais perto e decidimos vir conhecer. Respeitando o espaço dela, é claro”, contou a turista Bianca Machado, que não escondeu a empolgação ao avistar o animal. Para outra visitante, Liane Dupont, essa foi uma oportunidade inédita. “É a primeira vez que vejo um animal assim de perto. Estou admirada com o trabalho dos órgãos de proteção”, disse.
De acordo com os especialistas que monitoram a filhote, durante o tempo com a mãe, ela ganhou entre quatro e cinco quilos por dia. Após a separação, a jovem elefante terá que aprender sozinha a se alimentar, mergulhar e navegar em busca de comida. “Agora é a hora dela desenvolver as habilidades necessárias para a sobrevivência no mar”, explicou Renan Costa de Lima, pesquisador do Ecomega-FURG.
As equipes do Núcleo de Monitoramento Ambiental (Nema) e do Centro de Recuperação de Animais Marinhos estão atentas ao deslocamento da filhote, garantindo sua segurança e bem-estar. A expectativa é que ela permaneça na região por um tempo, enquanto aprende a se adaptar ao novo ambiente. Renan destaca a importância do respeito ao espaço do animal: “É uma oportunidade única para todos, mas devemos manter a distância para que ela fique tranquila.”
Quando estiver pronta, a filhote deverá se aventurar no oceano, com a possibilidade de retornar à praia onde nasceu. Sérgio Curi Estima, coordenador do Nema, enfatiza a importância da colaboração da comunidade nesse processo, que permitiu que a filhote seguisse seu ciclo natural. “É um motivo de orgulho para todos nós”, concluiu.



