A Polícia Civil do Rio Grande do Sul finalizou nesta sexta-feira (6) uma grande operação voltada para o combate a crimes sexuais, especialmente aqueles relacionados ao abuso sexual infantil. Até o momento, três homens foram detidos sob suspeita de produzir, armazenar e divulgar material de exploração sexual de crianças, além de envolvimento em estupro de vulnerável.
Dentre as inovações desta ação, os detidos foram submetidos à coleta de material genético, que será integrado ao banco nacional de perfis genéticos do Instituto-Geral de Perícias (IGP). Após as prisões, a polícia busca autorização judicial para realizar essa coleta, permitindo cruzar dados e potencialmente resolver outros casos de crimes semelhantes.
Os investigadores não estão apenas se limitando às prisões; eles também realizam uma análise minuciosa de dispositivos eletrônicos, como celulares e computadores, diretamente nos locais das buscas. Essa abordagem ajuda a localizar material ilícito de forma rápida, possibilitando a prisão em flagrante dos suspeitos. O delegado André Ciardullo Mocciaro destaca a importância do trabalho realizado pelos peritos, que garantem a legalidade das provas coletadas.
Um dos casos que chamou a atenção ocorreu em Viamão, onde um homem, que era vizinho e de confiança da família da vítima, foi preso. O delegado comentou sobre a sensibilidade desse tipo de crime, que, embora frequentemente comece no ambiente virtual, pode se concretizar de forma trágica na vida real.
A operação, chamada Refúgio, teve início na quarta-feira (4) e cumpriu seis mandados de busca e apreensão, além de dois mandados de prisão preventiva em diferentes cidades, incluindo Canoas, Viamão, Santa Cruz do Sul, Vila Maria e Caxias do Sul. A ação é considerada a maior já realizada no estado para combater o abuso sexual infantojuvenil, sob a coordenação da Divisão Especial da Criança e do Adolescente (DECA), que faz parte do Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV).



