segunda-feira, 19/10/2026

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Adolescente é apontado como suspeito de homicídio de gari em Porto Alegre

Um crime brutal chocou Porto Alegre na última quinta-feira (15), quando Gelson da Silva Soares, um gari de 51 anos, foi assassinado a golpes de pá enquanto trabalhava sob o viaduto Tiradentes. A Polícia…

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Um crime brutal chocou Porto Alegre na última quinta-feira (15), quando Gelson da Silva Soares, um gari de 51 anos, foi assassinado a golpes de pá enquanto trabalhava sob o viaduto Tiradentes. A Polícia Civil já prendeu quatro suspeitos, sendo que um deles, um jovem de 17 anos, foi identificado como o executor do ataque.

Gelson, funcionário da Cootravipa, estava realizando seu trabalho com outros colegas quando foi abordado por um grupo que chegou em um carro. As imagens das câmeras de segurança mostram o momento em que o suspeito chama a vítima e, em seguida, inicia os golpes, que continuaram mesmo após Gelson ter caído ao chão. Um dos colegas de trabalho tentou intervir, mas foi contido por um dos agressores.

Após o crime, a polícia desencadeou uma operação que resultou na prisão de dois dos suspeitos diretamente envolvidos no homicídio. Outros dois indivíduos foram detidos, mas por motivos diferentes: um por posse ilegal de arma e outro por conta de um mandado de prisão em aberto. O delegado Eric Dutra, responsável pela investigação, esclareceu que o jovem de 17 anos, que completou 18 anos dias depois do crime, se apresentou espontaneamente, o que o isentou de ser apreendido, segundo a legislação.

A motivação para o ataque ainda está sendo investigada, mas relatos indicam que havia um histórico de conflitos entre a vítima e o grupo agressor. A esposa de Gelson e seus colegas afirmam que, cerca de um mês antes do assassinato, o grupo havia ameaçado os garis, procurando um celular supostamente roubado. Gelson, sendo o chefe do setor, se colocou à frente da situação e teria sido alvo de ameaças de morte como consequência. Por outro lado, os agressores alegam que o gari teria assediado a companheira de um deles, justificando assim a violência que se seguiu.