sábado, 17/10/2026

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Cliente que encontrou rato em bolo em Porto Alegre não apresentou sintomas e recebeu tratamento preventivo, informa delegada

Um caso alarmante ocorreu em Porto Alegre, onde um cliente de uma confeitaria na Zona Sul encontrou um rato morto em um bolo que consumiu por três dias. A proprietária do estabelecimento, Amanda Borges…

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Um caso alarmante ocorreu em Porto Alegre, onde um cliente de uma confeitaria na Zona Sul encontrou um rato morto em um bolo que consumiu por três dias. A proprietária do estabelecimento, Amanda Borges Lopes Schenk, de 41 anos, foi presa em flagrante na quarta-feira (14) por crime contra as relações de consumo.

Ainda que o cliente não tenha apresentado sintomas de intoxicação, ele decidiu procurar um médico infectologista que o aconselhou a tomar um medicamento preventivo. Segundo a delegada Milena Cimiolli, da Delegacia do Consumidor, o cliente deve monitorar sua saúde nos próximos 30 dias para qualquer sinal de contaminação.

A situação se desenrolou na unidade Cavalhada da franquia Casa de Bolos. Em resposta, a defesa da proprietária afirmou que está tratando os fatos com seriedade e que a loja sempre manteve serviços de dedetização regulares sem problemas anteriores. Após passar pela audiência de custódia, Amanda foi liberada na quinta-feira (15), mas o caso teve repercussão negativa para o negócio.

A Vigilância Sanitária foi acionada e encontrou condições de higiene alarmantes no local, incluindo fezes e urina de roedores, além de produtos vencidos. A delegada relatou que a fiscalização revelou um ambiente de trabalho precário e chocante, com evidências da presença de roedores nos potes de alimentos.

O que mais preocupa é que a investigação da Polícia Civil indica que o rato pode ter sido assado junto com o bolo, caindo na massa enquanto tentava escapar do forno. O entendimento é de que seria quase impossível que o roedor tivesse entrado no bolo após a saída do estabelecimento.

A Casa de Bolos se manifestou, lamentando o ocorrido e assegurando que acompanha o caso de perto. A empresa enfatizou seu compromisso com a saúde dos consumidores e a necessidade de seguir rigorosamente as normas de higiene. Um novo processo de auditoria interna está em andamento para esclarecer os fatos e identificar possíveis falhas.

O caso levanta questões importantes sobre a segurança alimentar na cidade, e a Vigilância Sanitária deverá realizar uma nova vistoria para determinar se a confeitaria poderá reabrir suas portas. Os consumidores da região estão em alerta, desejando garantias de que suas experiências gastronômicas sejam seguras e agradáveis.