domingo, 01/11/2026

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Colecionador gaúcho monta museu com helicópteros da Guerra do Vietnã e caças das Malvinas

Em uma oficina localizada no bairro Humaitá, na Zona Norte de Porto Alegre, um projeto audacioso está tomando forma: um museu dedicado à história da aviação militar. O responsável por essa iniciativa é Luciano…

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Em uma oficina localizada no bairro Humaitá, na Zona Norte de Porto Alegre, um projeto audacioso está tomando forma: um museu dedicado à história da aviação militar. O responsável por essa iniciativa é Luciano Schneider, um colecionador apaixonado que está restaurando 46 aeronaves, incluindo modelos emblemáticos da Guerra do Vietnã e da Guerra das Malvinas.

Luciano, que também é presidente da Associação Cultural de Preservação Patrimônio Histórico Militar, adquiriu suas aeronaves em leilões e de instituições como a Força Aérea Brasileira e a Marinha. Entre as relíquias, destaca-se um helicóptero H-1H, utilizado amplamente em conflitos no Vietnã, que traz em sua fuselagem marcas dos combates. “Era utilizado para diversas funções, desde transporte de tropas até resgates aeromédicos”, explica o colecionador.

A coleção também inclui dois P-95 que participaram da Guerra das Malvinas, um conflito que deixou sua marca na história militar da América do Sul. Luciano possui registros detalhados sobre a trajetória dessas aeronaves, que foram cedidas à armada argentina para patrulha marítima durante a guerra.

Outro item de destaque é um caça F-5 que sofreu um acidente em 2016. O piloto e o copiloto conseguiram ejetar-se e sobreviver, enquanto a aeronave, que teve que ser cortada em partes para transporte, está sendo cuidadosamente restaurada. “Estamos remontando tudo e fazendo um trabalho detalhado de chapeação e pintura”, conta Luciano.

O Douglas C-47, usado na Segunda Guerra Mundial, também está entre os projetos de restauração. Luciano salvou a cabine do avião que estava prestes a ser destruído, recuperando sua estrutura e instrumentos. “É gratificante ver essas peças voltando à vida”, diz.

O grande objetivo de Luciano é abrir as portas de seu museu ainda este ano, permitindo que o público conheça de perto essas aeronaves que um dia estiveram em serviço. “As pessoas poderão ver de perto a história que essas máquinas carregam. É uma maneira de compartilhar minha paixão com todos”, afirma.

Para o colecionador, cada dia na oficina é uma oportunidade de resgatar memórias e histórias. “É como brincar de Lego. Desde pequeno, sempre sonhei em ter um avião”, conclui, com um brilho nos olhos, enquanto trabalha em mais uma restauração. O museu, quando aberto, promete ser um espaço único para os apaixonados por aviação e história, bem no coração de Porto Alegre.