A Polícia Civil de Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul, indiciou seis pessoas, incluindo o policial militar Cristiano Domingues Francisco, no caso do desaparecimento da família Aguiar. A tragédia, que envolve Silvana de Aguiar, seus pais Isail Vieira e Dalmira, ocorreu em janeiro e, desde então, as chances de encontrá-los com vida são consideradas mínimas.
Recentemente, a Brigada Militar decidiu não realizar a avaliação psicológica que estava prevista para o PM, que é o principal suspeito das mortes. O exame tinha como objetivo determinar se Cristiano tinha condições de responder a um processo administrativo que poderia resultar em sua expulsão da corporação. Apesar disso, a BM informou que não há indícios suficientes para justificar a avaliação médica neste momento, e o processo disciplinar seguirá seu curso.
O advogado de Cristiano, Marcio Rosano, expressou surpresa com a decisão da Brigada Militar, uma vez que a avaliação já havia sido aprovada anteriormente e uma data para a realização do exame estava marcada.
Além de responder pelo desaparecimento da ex-companheira e dos sogros, Cristiano é acusado de feminicídio, homicídio qualificado, ocultação de cadáveres e outros crimes. Ele está preso desde fevereiro e é ex-marido de Silvana, com quem teve um filho. A situação se agrava com o indiciamento de outros envolvidos, incluindo Milena Ruppenthal Domingues, companheira de Cristiano, e Wagner Domingues Francisco, seu irmão.
O Ministério Público já denunciou três dos indiciados, que são acusados não apenas de participar das mortes, mas também de tentativas de obstruir a investigação. Enquanto isso, Milena enfrenta uma ordem judicial que a proíbe de se aproximar do filho de Silvana.
O inquérito, apesar da falta de localização dos corpos, foi concluído, mas ainda não há uma data definida para o julgamento dos réus. As defesas dos acusados questionaram diversos aspectos da investigação, complicando ainda mais o andamento do caso.


