quinta-feira, 22/10/2026

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Homem usa walkie-talkie com alcance de 500m para ameaçar menina de 4 anos

A situação é preocupante e está deixando a comunidade de Porto Alegre em alerta. Uma mãe, que prefere não ser identificada, relata que sua filha de apenas 4 anos ouviu a voz de um…

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A situação é preocupante e está deixando a comunidade de Porto Alegre em alerta. Uma mãe, que prefere não ser identificada, relata que sua filha de apenas 4 anos ouviu a voz de um homem através de um walkie-talkie de brinquedo. O brinquedo, que tem um alcance de cerca de 500 metros, levanta questões sobre a segurança das crianças no condomínio onde moram.

A empresária de 30 anos estava em casa quando o radinho começou a emitir sons estranhos. Para seu espanto, uma voz masculina se dirigiu à sua filha, perguntando: “Tu sabe com quem tá falando?”. A interação tomou um rumo ainda mais aterrorizante quando o homem se identificou como “o lobo cinzento”, desencadeando o pânico na mãe e na criança.

“A minha filha começou a chorar, perguntando se o lobo ia pegar ela. Agora, ela não vai nem ao banheiro sozinha mais”, desabafa a mãe, visivelmente abalada. O episódio aconteceu na noite de quinta-feira (15), e a empresária fez um boletim de ocorrência no dia seguinte, temendo a possibilidade de que a comunicação tenha vindo de alguém próximo, possivelmente do próprio prédio.

Autoridades locais já estão investigando a situação. O walkie-talkie foi apreendido pela Polícia Civil e será submetido a uma perícia, enquanto a mãe será chamada para prestar depoimento. O delegado André Mociaro, responsável pela Divisão da Criança e Adolescente, ainda não identificou o homem que se comunicou com a menina, mas a preocupação é grande. A empresária também questionou se o aparelho pode captar som ambiente mesmo desligado, o que tornaria a situação ainda mais alarmante.

O brinquedo em questão é o Walkie Talkie Guerreiras do K-Pop, da marca Candide Brinquedos. A empresa foi contatada, mas até o momento não se manifestou sobre as preocupações levantadas pela mãe e os possíveis riscos associados ao produto. Enquanto isso, a comunidade segue apreensiva, torcendo para que a segurança das crianças seja garantida e que casos como esse não se repitam.