domingo, 25/10/2026

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Mulher no RS ganha medida protetiva após desentendimento com vizinho armado; arma é confiscada

Um incidente inusitado envolvendo uma bandeira política acabou em tensão e armamento no Centro Histórico de Porto Alegre. No último sábado (24), uma moradora do local, após um desentendimento com seu vizinho, se viu…

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Um incidente inusitado envolvendo uma bandeira política acabou em tensão e armamento no Centro Histórico de Porto Alegre. No último sábado (24), uma moradora do local, após um desentendimento com seu vizinho, se viu ameaçada com uma arma de fogo. O caso levou à concessão de uma medida protetiva contra o homem, que é tenente-coronel da reserva.

Tudo começou quando a mulher, identificada como Raphaela de Souza, decidiu manifestar seu apoio político colocando uma bandeira do PT em sua janela. O vizinho, por sua vez, retirou o objeto e o levou para dentro de seu apartamento. Em um vídeo que circulou nas redes sociais, Raphaela é vista descendo até o andar inferior para recuperar a bandeira, mas acaba sendo recebida pelo vizinho armado.

“A gente está manifestando na nossa janela e o nosso vizinho achou uma boa ideia, roubar, pegar, violentar”, desabafa uma das mulheres no vídeo, enquanto o homem aparece com a arma em mãos, fazendo um gesto de engatilhá-la. A situação se torna ainda mais tensa quando elas fogem do local em pânico.

Em seu depoimento, Raphaela contou que estava assistindo ao debate presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro na noite anterior ao incidente e resolveu expor a bandeira em sinal de apoio. Ao perceber que o objeto havia sido retirado, decidiu ir atrás dele, sem imaginar que encontraria o vizinho armado à porta.

“Eu não imaginei que seria recebida com uma arma”, relatou. O clima de medo se intensificou a ponto de ela e sua companheira decidirem deixar o apartamento e se refugiar na casa de parentes.

Por outro lado, o vizinho, Gilberto da Silva Scapin, apresentou uma versão diferente dos acontecimentos. Ele alegou que a bandeira foi utilizada para atingir sua janela e que, ao ouvir os barulhos da noite, foi até a porta segurando a arma por precaução. “Em momento nenhum eu fiz ameaça. Foi simplesmente abrir a porta armado”, declarou.

A Brigada Militar confirmou que Gilberto apresentou a documentação da arma durante a abordagem policial e que o caso foi registrado como Termo Circunstanciado, com as duas partes recebendo orientações. Este episódio levanta questões sobre a intensidade das divergências políticas na sociedade atual e o impacto que elas podem ter nas relações pessoais. A comunidade de Porto Alegre, certamente, segue atenta a desdobramentos desse caso, que expõe as tensões que podem surgir em situações cotidianas.