quarta-feira, 04/11/2026

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Pai confessa ter jogado filho de ponte no RS e diz não entender sua ação durante julgamento

Em uma tragédia que abalou a cidade de São Gabriel, o julgamento de Tiago Ricardo Felber, pai que confessou ter jogado seu filho de 5 anos no Rio Vacacaí, acontece nesta quarta-feira (4). O…

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Em uma tragédia que abalou a cidade de São Gabriel, o julgamento de Tiago Ricardo Felber, pai que confessou ter jogado seu filho de 5 anos no Rio Vacacaí, acontece nesta quarta-feira (4). O crime, que ocorreu em março de 2025, deixou a comunidade em choque, e as circunstâncias que cercam o caso são alarmantes.

No tribunal, Tiago, que está preso desde a confissão, declarou não lembrar dos detalhes do ato. “Não premeditei o crime. Eu fiz, mas não me lembro mais. Não sei por que eu matei o meu filho”, afirmou ao ser questionado pela promotora Graziela Lorenzoni. O menino, Theo Ricardo Ferreira Felber, foi arremessado na água ainda com vida, mas não sobreviveu ao impacto, que causou traumatismo crânio-encefálico, conforme o Instituto-Geral de Perícias.

A acusação, realizada pelo Ministério Público, inclui homicídio qualificado e tentado, além de ameaças à ex-companheira. Os promotores alegam que o ato foi motivado por vingança, utilizando meios cruéis e traiçoeiros, o que dificulta a defesa da vítima. Testemunhas descreveram Tiago como uma pessoa controladora e emocionalmente instável, especialmente após o término do relacionamento com a mãe de Theo.

O caso ganhou mais atenção quando imagens de câmeras de segurança mostraram Tiago pedalando com o filho na frente de sua bicicleta, horas antes do crime, o que levantou ainda mais questionamentos sobre a dinâmica familiar e os cuidados que a criança estava recebendo.

A defensora pública Tatiana Boeira, que representa Tiago, se comprometeu a garantir um julgamento justo. “Pelos elementos que existem no processo, algo estranho aconteceu. Ele sempre foi um excelente pai”, defendeu ela, tentando trazer à tona um lado diferente da história que está sendo contada.

Theo, que morava com a mãe em Nova Hartz, na Região Metropolitana de Porto Alegre, estava passando alguns dias com o pai quando a tragédia ocorreu. O caso continua a ressoar na região, e a espera por justiça é palpável entre os moradores, que se lembram da criança e da dor que essa história trouxe.