domingo, 08/11/2026

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Tornados causam danos em diversas localidades do RS, com feridos e milhares de casas afetadas

As tempestades que se abateram sobre o Rio Grande do Sul neste início de novembro têm deixado um rastro de destruição e preocupação. Entre quinta-feira (5) e domingo (8), os ventos fortes e a…

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As tempestades que se abateram sobre o Rio Grande do Sul neste início de novembro têm deixado um rastro de destruição e preocupação. Entre quinta-feira (5) e domingo (8), os ventos fortes e a chuva intensa resultaram em cinco feridos, 26,8 mil pessoas afetadas e cerca de 1,5 mil residências danificadas. A situação é alarmante, especialmente com a confirmação de três tornados pela Defesa Civil do estado.

Os relatórios da Defesa Civil revelam que, além das vítimas, 4 pessoas estão desabrigadas e 38 desalojadas. O que chama a atenção é o impacto nas moradias: foram 1.569 casas destelhadas e 109 alagadas, além de danos em quatro escolas. O alerta de inundação do Rio Uruguai que afeta especialmente São Borja, na Campanha, só agrava o cenário.

O último tornado confirmado atingiu o interior de Palmeira das Missões na madrugada de sábado, causando a destruição total de cinco residências. A Defesa Civil local está realizando um levantamento para avaliar os danos em outras casas da região. Já em Santo Augusto, um tornado anterior destelhou cerca de 100 casas e deixou um homem ferido, que felizmente já recebeu alta médica.

Estes eventos meteorológicos não são isolados. Nesta semana, o Rio Grande do Sul já contabiliza três tornados, somando-se a outros quatro ocorridos em Santa Catarina e Paraná. A intensidade das tempestades e o aumento da frequência desses fenômenos têm deixado os moradores em estado de alerta.

As chuvas de sábado, além de ventos fortes e granizo, causaram ferimentos em pelo menos duas pessoas, uma delas em Bento Gonçalves, onde uma árvore caiu sobre um carro. A cidade, que também sofreu com pedras de granizo, viu seus moradores se mobilizarem para conseguir lonas no Corpo de Bombeiros. As filas se formaram na esperança de proteger o que ainda resta de suas casas.

Em Caxias do Sul e Canela, os estragos foram sentidos, com várias residências danificadas e quedas de árvores. Enquanto isso, em São Borja, a situação é crítica com alagamentos, destelhamentos e a necessidade de reabrigar famílias que haviam conseguido retornar para casa após as últimas cheias.

Com a previsão de mais chuvas para os próximos dias, a expectativa é que a Defesa Civil e os órgãos competentes possam agir rapidamente para minimizar os impactos na vida dos gaúchos, que enfrentam mais uma vez um cenário desafiador e preocupante.