segunda-feira, 26/10/2026

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Candidatos derrotados recebem mais apoio no RS em 7 das 9 eleições presidenciais desde a redemocratização

O Rio Grande do Sul mantém sua tradição de votar de forma divergente nas eleições presidenciais. Desde a redemocratização, o estado já apoiou majoritariamente o candidato derrotado em sete das nove eleições. Enquanto em…

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O Rio Grande do Sul mantém sua tradição de votar de forma divergente nas eleições presidenciais. Desde a redemocratização, o estado já apoiou majoritariamente o candidato derrotado em sete das nove eleições. Enquanto em Minas Gerais a tendência é apoiar o vencedor, os gaúchos parecem adotar uma postura de contestação. Este ano, Flávio Bolsonaro (PL) liderou a votação no estado, obtendo 57,84% dos votos válidos, enquanto Lula (PT) ficou com 42,16%.

Essa dinâmica vem desde 1989, quando Lula, apesar de ter sido o mais votado no Rio Grande do Sul com 68,72%, não conseguiu vencer a eleição, que foi conquistada por Fernando Collor de Mello. A trajetória eleitoral do estado é marcada por escolhas surpreendentes, onde, mesmo com forte apoio em algumas etapas, os candidatos não lograram êxito a nível nacional.

A história remonta a Leonel Brizola, que em 1989 obteve 62,66% dos votos válidos, mas não conseguiu chegar ao segundo turno. Desde então, o Rio Grande do Sul tem se destacado por suas escolhas, optando em diversas ocasiões por candidatos que não se tornaram presidentes. Mesmo Lula, que foi reeleito várias vezes, viu sua popularidade no estado não se traduzir em vitórias eleitorais em momentos decisivos.

Em um cenário onde os gaúchos foram, mais uma vez, contrários à corrente majoritária, fica evidente que a identidade política da região é única e resistente às tendências nacionais. Assim, a história se repete, e o estado continua a ser uma caixa de surpresas nas eleições presidenciais brasileiras.