Uma situação alarmante veio à tona em Porto Alegre, onde um cliente encontrou um rato morto dentro de um bolo adquirido em uma confeitaria. O caso, que ocorreu em 29 de setembro, levou a uma série de ações por parte da Polícia Civil e da Vigilância Sanitária, resultando na interdição do estabelecimento, que já estava em funcionamento há 15 dias após a denúncia.
O cliente, que pediu o bolo através de um aplicativo de delivery, consumiu o doce em pedaços ao longo de três dias, até perceber a presença do roedor no alimento. A situação foi denunciada no dia 1º de outubro, com o consumidor anexando fotos como prova do ocorrido e descartando o bolo. A fiscalização, que aconteceu apenas duas semanas depois, revelou condições sanitárias precárias, incluindo fezes e urina de roedores, além de produtos vencidos.
A delegada Milena Simioli, responsável pela investigação, destacou que a fiscalização demorou devido ao processo de tramitação da denúncia e à necessidade de organizar a operação junto à Vigilância Sanitária. Apesar da ausência do bolo para perícia, as imagens apresentadas pelo cliente evidenciam a gravidade do caso, já que o rato estava completamente encoberto pelo doce. A polícia descarta a possibilidade de que a presença do animal tenha sido intencional.
A proprietária do estabelecimento, Amanda Borges Lopes Schenk, de 41 anos, foi presa em flagrante, mas liberada após a audiência de custódia. Em sua defesa, Amanda alegou desconhecimento sobre o ocorrido. A situação gerou uma nota da defesa, que enfatiza a seriedade com que estão tratando o caso e menciona a manutenção de práticas de sanitização na loja ao longo dos anos.
Após a interdição, a franquia Casa de Bolos disse que está colaborando com as autoridades e realizando uma apuração interna. Apesar de ainda não haver relatos de outros casos semelhantes, o inquérito continua em andamento, analisando as condições do local e os depoimentos dos funcionários, que ainda não foram ouvidos.
Embora o cliente não tenha apresentado sintomas após o consumo do bolo, ele procurou um médico e recebeu orientação para um tratamento preventivo. A situação levanta questões sérias sobre a segurança alimentar em estabelecimentos da região, ressaltando a importância da vigilância constante por parte das autoridades e dos consumidores.


