quarta-feira, 28/10/2026

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Sete policiais militares são processados pela morte de agricultor em operação no Rio Grande do Sul

Na última quarta-feira, 28 de setembro, a Justiça de Pelotas decidiu tornar sete policiais militares réus pela morte do agricultor Marcos Daniel Nörnberg e pela tentativa de homicídio contra sua esposa. A decisão foi…

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Na última quarta-feira, 28 de setembro, a Justiça de Pelotas decidiu tornar sete policiais militares réus pela morte do agricultor Marcos Daniel Nörnberg e pela tentativa de homicídio contra sua esposa. A decisão foi proferida pelo juiz Régis Adriano Vanzin, da 1ª Vara Criminal, que acatou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. Agora, os acusados enfrentarão a ação penal e a fase de instrução, onde provas serão coletadas e testemunhas ouvidas.

Os policiais responderão por homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificada, com agravantes como o uso de armas de fogo de uso restrito e a ação que dificultou a defesa das vítimas. O juiz considerou que a denúncia atende aos critérios legais e que há indícios suficientes para a continuidade do processo.

O triste episódio ocorreu na madrugada de 15 de janeiro, quando Marcos e sua esposa, que estavam em casa, ouviram barulhos no pátio. Ao sair para verificar a situação, Marcos foi surpreendido por disparos e acabou morto. A Brigada Militar confirmou que a operação visava desmantelar uma quadrilha local, mas o comandante-geral da BM na época, coronel Cláudio Feoli, reconheceu que houve um “grande equívoco” durante a ação.

Feoli explicou que a operação foi desencadeada após a prisão de dois membros do grupo criminoso em outra região, que forneceram informações sobre a localização de outros suspeitos. Contudo, essas informações levaram os policiais a cometerem um erro trágico. A semana passada trouxe mais desdobramentos, com a denúncia formal dos sete PMs, sendo que três deles estavam envolvidos na identificação do local e quatro participaram ativamente da operação que resultou na morte de Marcos.

Além dos aspectos criminais, o Ministério Público também busca que os policiais sejam julgados pelo Tribunal do Júri, percam seus cargos e paguem indenizações aos familiares da vítima. Este caso, que chocou a comunidade local, levanta questões sérias sobre a condução de operações policiais e a proteção dos direitos dos cidadãos em situações de risco.