Após um longo e tenso julgamento que durou quatro dias, o Tribunal do Júri de Soledade, no Norte do Rio Grande do Sul, decidiu o destino dos quatro homens acusados pela morte brutal de Paula Chaiane Perin Portes, de apenas 18 anos. O crime, que chocou a comunidade local em 2020, teve seu desfecho na noite de sexta-feira (23), quando a sentença foi proferida por volta das 22h.
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) apresentou evidências de que Paula foi morta após testemunhar uma agressão a uma amiga, o que a tornou uma ameaça para os réus, que temiam que ela revelasse o que havia presenciado. O corpo da jovem foi encontrado cerca de dois meses após seu desaparecimento, em uma área rural, e as penas dos condenados variam de nove a 21 anos de reclusão em regime fechado.
As sentenças foram definidas da seguinte forma: Dionatan Portella da Silva foi condenado a 21 anos de reclusão, sendo considerado culpado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Micael Willian Rossi Ortiz recebeu 20 anos, também por homicídio triplamente qualificado. Gesriel da Cunha Wedy, com menor participação, foi condenado a 10 anos, enquanto João Albino Abegg dos Santos pegou 9 anos e 4 meses por homicídio duplamente qualificado.
O caso de Paula, que tinha apenas 18 anos quando foi assassinada em junho de 2020, continua a ressoar na memória da comunidade, que aguarda justiça. O julgamento foi adiado três vezes, a última delas por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que suspendeu a sessão marcada para abril deste ano. As defesas dos réus foram contatadas, mas não houve retorno até o fechamento desta reportagem.
Crédito da imagem: Paula Chaiane Perin Portes, de 18 anos, morreu em 2020


