sexta-feira, 16/10/2026

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Rato encontrado em bolo gera discussão sobre direitos do consumidor e possíveis consequências para confeiteira

Uma situação angustiante chocou os consumidores de Porto Alegre após a descoberta de um rato em um bolo comprado na confeitaria Casa de Bolos, localizada na Zona Sul da cidade. A dona do estabelecimento,…

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Uma situação angustiante chocou os consumidores de Porto Alegre após a descoberta de um rato em um bolo comprado na confeitaria Casa de Bolos, localizada na Zona Sul da cidade. A dona do estabelecimento, Amanda Borges Lopes Schenk, de 41 anos, foi presa em flagrante por violar as normas de proteção ao consumidor, mas foi liberada após audiência de custódia realizada na última quinta-feira (15).

A Polícia Civil, que investiga o caso, não acredita que a inclusão do roedor no bolo tenha sido intencional. A delegada Milena Cimiolli explicou que a condição de liberdade provisória da confeiteira inclui a exigência de que o local atenda a padrões adequados de higiene. Após a verificação da Vigilância Sanitária, será decidido se a confeitaria poderá reabrir as portas.

O caso veio à tona quando a vítima, que consumiu o bolo, registrou um boletim de ocorrência três dias após o incidente. Ao investigar, a Vigilância Sanitária constatou a presença de fezes e urina de roedores em várias áreas da confeitaria, além de outros problemas sérios de higiene, como produtos vencidos e utensílios enferrujados. A delegada comentou que o corpo do rato estava tão misturado ao bolo que era impossível distinguir a parte interna do animal, o que sugere que o roedor estava no forno antes do assamento.

Em nota, a defesa de Amanda reforçou que ela sempre teve um compromisso com a higiene, mantendo contratos de dedetização e controle de pragas por mais de 11 anos, sem problemas anteriores. Os advogados afirmaram que estão colaborando com as investigações e realizando uma auditoria interna para apurar o ocorrido, incluindo a possibilidade de sabotagem por um funcionário insatisfeito.

Os crimes contra as relações de consumo, como este, podem acarretar penas que variam de 2 a 5 anos de prisão, além de multas. A situação levanta um alerta sobre a importância da vigilância sanitária em estabelecimentos alimentícios, especialmente em tempos em que a confiança do consumidor é fundamental para o sucesso do comércio local.