Luciano Zucco (PL), o governador eleito do Rio Grande do Sul, já está em plena articulação para implementar uma reforma administrativa antes mesmo de assumir o cargo. A equipe de transição trabalha intensamente na elaboração de um pacote de mudanças que deverá ser enviado à Assembleia Legislativa gaúcha, com a expectativa de que os deputados aprovem as propostas ainda este ano.
Durante sua campanha, Zucco prometeu uma reestruturação significativa no governo e uma das suas principais metas é reduzir o número de secretarias de 30 para aproximadamente 15 a 20. Essa reforma administrativa, que deve incluir a fusão de várias pastas, já apresenta algumas propostas bem definidas. Entre as principais mudanças estão a união das secretarias de Agricultura e Desenvolvimento Rural, Segurança Pública com Sistemas Penal e Socioeducativo, e Obras com Infraestrutura e Logística, além da criação de uma nova Secretaria da Defesa Civil.
Embora algumas medidas estejam mais avançadas, ainda há áreas que demandam mais discussão. O deputado Guilherme Pasin (PP), escolhido por Zucco para liderar as articulações na Assembleia, destacou que ainda é preciso ajustar detalhes do pacote. Por exemplo, a Secretaria de Meio Ambiente, atualmente vinculada à Infraestrutura, deve ganhar autonomia, enquanto a situação da Secretaria da Reconstrução ainda está em aberto, podendo ser integrada a outras pastas.
A Secretaria da Mulher, criada recentemente, também está em pauta. A intenção é que, embora a pasta seja mantida, ela passe a abranger ações mais amplas, não se limitando apenas às questões femininas. Leandro Sonne, futuro secretário-chefe da Casa Civil, comentou que a ideia é criar uma secretaria que, além de focar nas mulheres, também dialogue com outras áreas, como educação e segurança.
A previsão é que a reforma administrativa seja enviada para votação até o final de novembro, antes do recesso parlamentar que começa em 23 de dezembro. Os aliados de Zucco já estão mobilizados para apoiar a proposta. Segundo Pasin, a redução do número de pastas não implica em uma diminuição das políticas públicas, mas sim em uma busca por agilidade e eficiência nas ações do governo.
“O objetivo é dar leveza e agilidade na tomada de decisões. Não estamos falando de suprimir atividades, mas de unir esforços para que o governo funcione de forma mais rápida e econômica”, finalizou Pasin, ressaltando a importância de um governo eficiente para atender as demandas da população gaúcha.
Crédito da imagem: Luciano Zucco (PL)


